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Histórico

22 de Março

Jorge Ben Jor - aniversário e polêmica

Jorge Ben Jor, um dos maiores e mais criativos nomes da música brasileira, fez aniversário nesta quinta-feira (22). A data, normalmente festiva, gerou polêmica. Teria ele feito 70 anos ou 67? Na maioria das fontes consta que Ben Jor nasceu no dia 22/03/1942. É o caso de sites referência no que diz respeito à MPB como o CliqueMusic e o Dicionário Cravo Albin de Música Brasileira. Mas seu verbete na Wikipedia e um comunicado de sua assessoria de imprensa afirmam que o cantor é três anos mais novo.

Para ter certeza, seria preciso conferir o RG do cantor. Mesmo assim, pudemos concluir que a hipótese de 1945 desperta algumas suspeitas.


Se verdadeira, significaria que o músico revolucionou a MPB com meros 18 anos de idade, ao lançar seu LP de estréia "Samba Esquema Novo" em 1963.


Não seria a primeira vez que um adolescente abala o cenário musical. O problema é que biografias como as do Dicionário Cravo Albin e a da própria Wikipedia citam que Jorge começou a carreira aos 18 anos, após ganhar um violão de presente da mãe.


Será que, em menos de um ano, o músico então adolescente teria sido capaz de aprender a tocar, começar a compor e, finalmente, gravar uma obra prima que virou o  cenário musical de ponta cabeça? Não é impossível, mas se verdadeira, a hipótese faria dele uma espécie de Mozart carioca.


Também é notória a participação de Ben Jor na legendária Turma do Matoso, que costumava se reunir nas ruas da Tijuca para cantar rock and roll no final da década de 50. Também faziam parte da turma Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Tim Maia, todos nascidos entre 1941 e 42.  Nada impede que Jorge tenha sido o caçula do grupo, mas na adolescência, três ou quatro anos fazem uma  diferença razoável.


Foi na Turma da Tijuca  também que o futuro cantor recebeu o apelido que o acompanharia por toda a vida, “Babulina”. A inspiração veio de uma das músicas que Ben Jor costumava tocar nas rodas de violão, “Bop A Lena”, lançada pelo cantor de rockabilly Ronnie Self em 1957.


A questão é que, se ele nasceu em 1945 e só começou a tocar aos 18 anos, as tais sessões de rock da turma teriam acontecido, no mínimo, em 1963. Só que nesta época Roberto e Erasmo já começavam a fazer sucesso e Tim Maia morava nos EUA.  E é pouco plausível que, às vésperas de “Samba Esquema Novo”, o cantor ainda estivesse nas ruas da Tijuca cantando um rock de seis anos antes.


Voltando a tempos mais recentes, foi lançado há precisos 10 anos o CD “A Banda do Zé Pretinho - Acústico MTV”. Um dos motes do disco era marcar o aniversário de 60 anos do cantor.  Na altura, a Folha de São Paulo deu ao lançamento matéria de capa na Ilustrada do dia 01/02/2002. O primeiro parágrafo já revela a idade do músico: 59 anos.


Seja como for, tudo isso é especulação. Gênios como Jorge Ben Jor merece ser homenageado em qualquer ano.
Com isso em mente, recrutamos artistas como o cantor Simoninha, os Rappers Dexter e Rappin Hood, o percussionista do Trio Mocotó Nereu e outros para escolher e comentar suas canções favoritas do Babulina.

Ouça elas e outros clássicos na playlist do mestre.

Salve Jorge!

Pedro Carvalho - equipe Rádio UOL

Por Equipe Rádio UOL às 19h30


 
20 de Março

Garimpando a nova MPB



É sempre bom ficar por dentro do que acontece no cenário da música nacional. Às vezes ficamos presos ao passado e não nos rendemos às novidades, por isso, abrimos este espaço para conhecê-las aumentar a lista de artistas favoritos. Desta vez, falaremos de três  artistas que lançaram material de qualidade recentemente, com seus respectivos links.

Um nome obrigatório é o cantor Filipe Catto (na imagem que abre o post), que tem se destacado por sua voz intensa de contratenor. Catto acaba de lançar “Fôlego”, um disco pra se ouvir do começo ao fim sem trocar de faixa. é notável a influência dos clássicos, remetendo aos anos oitentista, mas com qualidade da produção atual. Mantendo a originalidade, Filipe ousa e lança um dos discos mais saborosos da MPB recente.

Seguindo o mesmo caminho, vem Karina Burh, que tem se apresentado com frequência no circuito paulistano. A cantora nasceu em Salvador, mas viveu maior parte da sua vida em Recife, onde absorveu a influência dos ritmos regionais, que combina com a linguagem pop. Lançou seu último trabalho em 2011 "Longe de Onde", após o disco "Eu menti Pra você", de 2010. Em ambos, se destaca a voz suave e
o sotaque nordestino, que tempera bem o instrumental com influências que, indo além da MPB, chegam ao jazz e às guitarras roqueiras. 

 

E por último, mas não menos importante, temos Graça Cunha . O álbum recém lançado “Tirei de Letra”, traz brasilidade à flor da pele, misturando ritmos sem perder a essência do samba.  O disco segue um clima continuo e gostoso, ritmo contagiante que lembra nomes como Gonzaguinha. A cantora atua na banda do programa de TV Altas Horas e já está envolvida com música há bastante tempo.

Outros nomes essenciais da nova música brasileira são:
Luciana Mello, Emiliano Castro, Graziela Medori, Fernando Anitelli, Elder Costa, Vanessa da Mata e muitos outros, que estão na Playlist Novos Nomes da MPB.

Por Equipe Rádio UOL às 18h37


 
19 de Março

Sucessos que bateram na trave

Quando uma canção estoura nas paradas, é difícil saber se dali a uns anos o público ainda se lembrará dela. Muitas vezes, canções que chegam ao primeiro lugar morrem rapidamente, após impedir que sucessos muito mais duradouros cheguem à liderança.

 

O exemplo mais célebre deste fenômeno talvez seja o single "Strawberry Fields Forever / Penny Lane", dos Beatles. Um salto evolutivo na história da música pop, ao ser lançado no Reino Unido em 1967, foi impedido de chegar ao primeiro posto pela balada água com açúcar “Release Me” de Engelbert Humperdinck. 

 

E este é um caso entre inúmeros outros no decorrer das décadas.  Em 1956, “Blue Suede Shoes” de Carl Perkins traduzia a postura rebelde da juventude daquela década, sendo lembrada até hoje como um marco do rock and roll. Ainda assim, parou no número dois. Enquanto isso, quem se lembra de “Poor People Of Paris” de Les Baxter, que chegou ao primeiro lugar na mesma época?

 

Mais recentemente, “Pump Up The Jam” do Technotronic definiu o início da década de 90. Com refrão grudento e ritmo contagiante, tocou tanto que a dance music como um todo foi apelidade de “poperô” (abrasileiramento da frase “pump it up”).

 

E por aí vai. Outras inacreditáveis medalhas de prata foram recebidas por sucessos do calibre de “Tears In Heaven”, de Eric Clapton, “Born To Be Wild” do Steppenwolf, “Under The Bridge” do Red Hot Chili Peppers e “Like a Rolling Stone” de Bob Dylan. E a lista continua...

 

Ouça a playlist “Número 2” e veja quais outros grandes sucessos quase chegaram ao primeiro lugar da Billboard, da década de 50 aos dias de hoje.

Por Equipe Rádio UOL às 18h39


 
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